Ficha de Identificação da Espécie - Micropterus salmoides (Lacepéde,
1802)
Taxonomia do Achigã Reino:
Animalia
Filo:
Chordata
Classe:
Osteichthyes
Ordem:
Teleostei
Família:
Centrarchidae Ordem:
Perciformes Classe:
Actinopterygii Espécie:
Micropterus salmoides Lacépede, 1802 Subespécies:Micropterus salmoides salmoides e Micropterus
salmoides floridanus. Também conhecidos nos USA (o seu País de origem) como Achigã do
Norte e Achigã da Flórida, respectivamente.
Nome comum:
Achigã (Português), Achigan ou Perche noire (Francês), Largemouth
Bass ou Black Bass (Inglês), Persico Trota (Italiano), Lobina negra
(Espanhol).
Tamanho e peso
máximo registados: 97 cm e 10 Kg (na subespécie Micropterus
salmoides floridanus). A subespécie Micropterus salmoides salmoides
geralmente não ultrapassa os 5 Kg. A esperança de vida média ronda
os 14-16 anos. A idade máxima registada em cativeiro é de 23
anos.
Ambiente: Bentopelágico; Água doce. Limites de pH ideais - 7.0 a 7.5; dH -
10.0.
Profundidades: geralmente encontra-se entre os 0 e os 7
metros. Pode, no entanto, encontrar-se em profundidades
superiores aos 15m.
Clima:
Temperado; 10-32ºC
Importância:
Importância comercial reduzida. Importância crescente como peixe
desportivo. Ainda considerado em alguns países onde foi introduzido
como uma praga tem visto o seu estatuto mudar progressivamente, à
medida que a vertente económica da sua exploração turística é
reconhecida.
Descrição:
Espinhos dorsais (total): 10; Raios dorsais moles (total): 12-14;
Espinhos Anais: 3; Raios anais moles: 12-14; Vértebras: 30-32; Boca
grande; o maxilar estende-se para além do olho. As barbatanas
pélvicas não se encontram unidas por uma membrana. Coloração dorsal
esverdeada, esbranquiçada/leitosa ventralmente, com uma banda
constituída por manchas negras desde a base do opérculo até à base
da barbatana caudal. Barbatana caudal arredondada.
Resiliência:
Baixa (capacidade de se voltar a adaptar depois do seu crescimento
populacional ser refreado). Tempo
mínimo de duplicação da população: 4,5 a 14 anos.
Distribuição:
América do Norte. É actualmente uma espécie cosmopolita, tendo
sido introduzido como peixe desportivo em dezenas de países por todo
o mundo. Em alguns países surgiram relatos de impactos ecológicos
adversos imediatamente após a introdução. Ao contrário da maioria
das espécies autóctones consegue adaptar-se muito bem a ecossistemas
alterados pelo homem, como as barragens.
Biologia: Habita
desde lagos com vegetação abundante, rios e grandes barragens até
pequenas massas de água e zonas pantanosas. Prefere águas límpidas e
com pouca corrente, vegetação e margens suaves. Os adultos
alimentam-se de peixes, lagostins e rãs; os jovens alimentam-se de
crustáceos, insectos e pequenos peixes. Em situações de escassez de
alimento, o canibalismo é frequente. Não se alimentam durante a
postura, bem como, em temperaturas inferiores a 5º C ou superiores a
37º C. É presa frequente de corvos marinhos, garças e outras aves
aquáticas. Referenciado como excelente fonte alimentar, embora
a poluição de algumas massas de água interiores tenda a
desaconselhar o seu consumo.