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Este é o nó mais utilizado na pesca do achigã. Alguns pescadores,
como eu próprio, utilizam exclusivamente este nó para todos os
empates necessários, quer com amostras moles, quer com amostras
rígidas, pois é um dos que apresenta maior robustez (essencial para
evitar roturas com peixes que se defendem vigorosamente, como o
achigã) e é extremamente fácil e rápido de executar.

1- Comece por por passar o fio pelo olhal (do anzol ou da amostra).
Volte a passá-lo no sentido contrário, deixando uma folga suficiente
para fazer passar o anzol ou a amostra pela laçada que se vai
formar.
2- Pegando em ambas as extremidades duplas do fio, dê uma laçada
simples, mas não a feche totalmente sobre o olhal.
 
3- Passe o anzol (ou a amostra) pela laçada que se formou. Puxe
lentamente pelo anzol (ou pela amostra) e pelos fios, para fechar a
laçada, ajustando-a ao olhal, mas sem a fechar completamente.

4- Antes de completar o nó, humedeça-o, para evitar que a fricção
enfraqueça a linha. Puxando pela ponta mais pequena (a que se
vai cortar, pois a linha ficará estriada ao passar pelas espiras
cerradas do nó), aperte lentamente o nó para o ajustar completamente
ao olhal. Apenas se for necessário (depende da eficácia com que
efectuou o passso 3), puxe também pela outra ponta para fazer o
ajuste final.

5- Corte a ponta solta do fio de modo a deixar alguns milímetros
(3-4). Não se esqueça de reempatar com frequência, durante a jornada
de pesca, pois a acção abrasiva dos obstáculos ou o desgaste da luta
com um bom exemplar fragilizam a linha e podem provocar a sua
rotura.
Este nó é excelente em nylon, bastante bom em nylons revestidos e em
fluorcarbono e talvez menos eficaz nos multifilamentos que
recomendam outros nós, mas estes são normalmente menos utilizados na
pesca do achigã, pelo que o nó palomar aconselha-se praticamente em
todas as situações.
A utilização do destorcedor com clip para mudança rápida de amostras
é desaconselhada. Além de poder prejudicar o trabalhar de algumas
amostras torna o utilizador preguiçoso no que respeita ao reempate.
Uma parte das capturas perdidas ocorre por rotura do fio na zona do
empate (aquando da ferragem) ou em zonas alguns centímetros acima,
em que o fio sofreu abrasão nos obstáculos onde se esconde o achigã.
Por isso se recomenda reempatar com frequência quando se detectam
(ao toque) imperfeições no primeiro metro de linha, após a prisão do
anzol em obstáculos, depois de uma captura de boa dimensão, etc...
O empate Palomar demora cerca de 15 segundos a refazer (é uma
questão de treino) por isso a vantagem da troca rápida com o
destorcedor com clip não tem razão de ser e a perda de uma boa
captura não compensa essa aparente maior facilidade de troca de
amostras.
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