Terminou mais
uma edição do Caspe Bass 2004, uma das mais prestigiadas provas do
panorama competitivo do achigã a nível Europeu.
Com a participação de 95 embarcações de 10 países, a prova contou
este ano com vários profissionais americanos, como Ben Matsubu,
Bernie Schultz, Mark Curry (vencedor em 2003 com Kevin Van Dam) e
Gary Yamamoto, além dos 3ºs classificados do ano passado, Seiji Kato
e Hiroshi Takahashi. Na foto, as entidades oficiais de Caspe, o
presidente da Associação Desportiva Lake Caspe Bass e Ben Matsubu e
Bernie Schultz.
O
panorama de prémios em Caspe já foi mais aliciante e
de
ano para ano, as despesas têm vindo a aumentar, mas o prestígio
desta prova e o alto nível competitivo continuam a chamar
concorrentes e todos os anos, a elite dos pescadores Europeus
participa nesta prova que se tem revelado mais difícil de ano para
ano.
A
redução do tamanho e do número das capturas de achigãs é notória,
tendo
levado
mesmo nos últimos anos à redução do tamanho mínimo para 30 cm e o
principal responsável é provavelmente o actual "rei de Mequinenza" -
o senhor Silurus Gladis - o conhecido Siluro. Esperemos que este
indesejável hóspede nunca encontre o caminho para as nossas
barragens ou podemos vir a lamentá-lo fortemente.
A
participação portuguesa este ano, não teria nada especial para
relatar, se não fosse pela
excelente
prestação da dupla Mário Nelson e Luís Palma que se
classificaram
numa excelente 2ª posição atrás da "super-equipa" Francisco Perez e
Jose Perez, vencedores do Encontro Latino por 3 vezes consecutivas,
do Open do Lúcio e agora também do Caspe Bass 2004 - simplesmente
impressionante! Os vencedores da prova capturaram 13 achigãs com
14,955Kg.
Mário
Nelson e Luís Palma, venceram também a 2ª manga da prova com 6,835
Kg em 5 exemplares. Na foto, Luís Palma e Mário Nelson, recebem de
Stefano Samarchi (vencedor do Caspe Bass em 1994, 1996 e 1998) as
placas de alabrasto de vencedores da 2ª manga
O treino que efectuaram no domingo anterior foi fundamental para a
boa prestação realizada. Encontraram uma pequena enseada cheia de
peixe onde capturaram 6 exemplares no treino.
Pescaram aí no 1º dia conseguindo várias capturas, mas totalizaram
apenas 3,385 Kg o que os colocava na 32ª posição. No
2º dia insistiram no mesmo local e com apenas 3 horas de prova já
tinham realizado todas as suas capturas incluindo 2 peixes de 2 Kg e
subiram para a 3ª posição a apenas algumas centenas de gramas do 2º
lugar. O 1º parecia inatingível a mais de 2,5Kg de diferença, mas na
pesca do achigã tudo é possível até ao final.
Atacaram com determinação este último dia, sempre na sua zona de
confiança, conseguindo aí 4 exemplares. Explorando outras áreas
conseguiram completar o limite e pesaram 3,445 Kg em 5 exemplares.
Os vencedores da prova conseguiram apenas 3 exemplares com 2,315 Kg,
mas a diferença acumulada não permitiu à dupla portuguesa alcançar a
vitória ficando a 1,290 Kg dos vencedores e com os
3º classificados, Balbino Vico e João Manuel Losa também muito
perto, a 95 gramas. Estes, com uma boa regularidade em todas as
mangas (5,365Kg, 4,150Kg
e
4,055Kg) relegaram os conhecidos irmãos Sérgio e Santiago Longas de
Caspe (2º lugar no final da 2ª manga) para a 4ª posição.
No final, o
2º lugar (15 exemplares com 13,655Kg) é apenas a melhor
classificação até hoje conseguida por uma equipa portuguesa em Caspe.
Muitos parabéns Mário Nelson e Luís Palma!!
Até agora o historial de melhores classificações portuguesas em
Caspe era:
5º lugar em 2001 - João Lourenço e Luís Nabais
6º lugar em 1998 - José Mendes da Cruz e Carlos Santos Marques
7º lugar em 2002 - José Pereira e Fernando Valadão
9º lugar em 2002 - Carlos Madeira e Mário Nelson
9º lugar em 1998 - João Lourenço e Luís Nabais
9º lugar em 1997 - José Manuel Cunha e Hermínio Rodrigues
10º lugar em 1998 - Manuel Pascoal e Jaime Sacadura
Vencedores de Mangas:
3ª manga em 1998 - José Mendes da Cruz e Carlos Santos Marques
Enquanto a maioria dos outros participantes utilizavam
primordialmente o empate Texas e todo o tipo de amostras moles, como
o Senko e o lagostim pequeno, outros o crankbait e o spinnerbait,
Mário Nelson e Luís Palma efectuaram praticamente todas as suas
capturas à superfície, com amostras tipo Zara e Torpedo.
Num Embalse de Mequinenza irreconhecível tal a escassez de peixe
(quando comparado com outros anos), os limites foram rareando ao
longo dos 3 dias de competição e no último dia apenas 18! equipas
(em 95) conseguiram o limite de 5 peixes de 30 cm.
Outra
excelente classificação conseguiu Pedro Félix. A pescar com o
profissional do Team Gary Yamamoto, Ben Matsubu que já esteve em
Portugal, na Taça do Mundo do Cabril, conseguiu um excelente 5º
lugar. O treino foi fundamental para esta equipa pois localizou
alguns cabeços submersos com peixe, o que lhes permitiu, quando as
coisas se tornaram mais difíceis, recorrer a esses locais para
conseguir os desejados limites.
O
convívio, como sempre, foi um dos principais aliciantes da presença
em Caspe. O reencontro com excelentes
pescadores Europeus e Mundiais e a possibilidade de trocar ideias
sobre o futuro da pesca do achigã de competição continua a valer a
pena.
Infelizmente,
nem tudo correu bem este ano, com o jantar servido pela firma de
catering a ser "muito curto" para tantos participantes, o que
não contribuiu para o clima adequado para uma cerimónia de
encerramento com o nível a que esta já nos habituou.
No entanto,
tudo se veio a resolver e ainda houve tempo para as habituais
fotografias:
A equipa oficial
Gary Yamamoto Custom Baits
A representação Italiana
As equipas
patrocinadas pela
Soner/Nitro (Tracker Boats)
As equipas
patrocinadas pela
Protackles/Bait (Professional Fishing Equipment)
A
representação Nacional (da esquerda para a direita) Fila Superior: Paulo Fonseca, José M. Anacleto, Mário Nelson,
Luís Palma, Júlio Simões, Alfredo Correia, Gualdino Angelino,
Paulo Ramos, Manuel Pascoal.
Fila
Inferior: Paulo Soares, Manuel Anacleto, Nuno Gonçalves, Jaime
Sacadura, Pedro Félix, João Sacadura, Hermínio Rodrigues, Luís
Caldeira