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Notícias 2005 - Outbubro - Caspe Bass 2005

 

Depois de uma longa viagem de mais de 12 horas a conduzir de regresso de Caspe, ontem não houve disponibilidade para vos fazer nem um pequeno relato do Caspe Bass deste ano.

Hoje, um pouco mais descansado, aqui vai uma primeira reportagem, necessáriamente breve, do que se passou.

Á chegada na 4ª feira, dia da recepção aos participantes, fomos informados que as equipas que tinham ido no fim de semana anterior para treinar, ou não tinham feito qualquer captura ou tinham capturado apenas 1 ou 2 exemplares.

Alguns colegas espanhóis afirmavam que ou se apanhava uma "grade" - um "zero" ou "bolo" como eles dizem - ou então se apanhavam alguns exemplares de bom porte (pois segundo eles, até se conseguiam ver bons exemplares, a rondar o 1,5Kg, só que não picavam - o que queria também dizer que teriam peixe localizado e o iriam tentar convencer a picar durante o evento)

No primeiro dia, a maioria das equipas presentes não conseguiu qualquer captura! Foram 49 "grades" em 97 equipas participantes e apenas uma! equipa conseguiu o limite de 5 exemplares.

Os "extraterrestres" irmãos Perez, voltaram a surpreender capturando 4 exemplares com 6,815Kg. Das equipas portuguesas só o Mário Nelson e o Luís Palma conseguiram 2 capturas que pesaram 1,340Kg. As outras 2 equipas nacionais com peixe, foram João Grosso e Fernando Cruz com 1 exemplar de 1,650Kg e Fernando Silva e Inácio Martins com 1 exemplar de 755 gramas.

O 2º dia foi ganho pela dupla francesa Samir Kerdjou e Nasser Khanfour que capturaram 3 exemplares com 5,400Kg. De notar que esta equipa tinha "gradado" no 1º dia e voltou a "gradar" no 3º! o que mostra a irregularidade e alguma "lotaria" nas capturas da edição deste ano.

Os irmãos Perez apenas capturaram 2 exemplares (mas totalizaram 2,750Kg), o que lhes permitiu manter a liderança com uma diferença ainda superior à do 1º dia.

Das equipas portuguesas, neste 2º dia, só João Grosso e Fernando Cruz capturaram 1 exemplar que pesou 1,700Kg.

No 3º dia, os irmãos Perez voltaram a vencer a manga, capturando 3 exemplares que pesaram 4,315Kg, terminando a prova com uns espantosos 13,880Kg em 9 exemplares, a mais de 5,030Kg !!dos 2ºs classificados, os irmãos Longas (dos pescadores mais experientes em Caspe) que pesaram apenas 8,850Kg em 7 exemplares capturados. Conseguiram ainda o maior exemplar do Torneio, capturado na 1ª manga com 2,650 Kg. Simplesmente IMPRESSIONANTE!!

Neste último dia apenas 35 equipas capturaram algum exemplar, pelo que as restantes 62 "gradaram" !! Houve apenas 1 limite de 5 exemplares nos total dos 3 dias de prova.

Para felicidade da comitiva portuguesa, a dupla João Grosso e Fernando Cruz, conseguiu capturar, neste último dia de prova, mais 2 exemplares que pesaram 3,925Kg, totalizando apenas 4 exemplares, mas que pesaram 7,275Kg que lhes permitiu conquistar um excelente 3º lugar.

Aqui fica o pódio da edição deste ano:


(Clique para ampliar - Click on the photo to enlarge)

Parabéns aos vencedores!!

A 2º equipa portuguesa, Fernando Silva e Inácio Martins, ficou apenas na 43ª posição, com 2 exemplares e 2,015Kg, juntando um exemplar de 1,260Kg capturado neste último dia, ao que tinham conseguido na 1ª manga.

A 3ª equipa portugesa, Mário Nelson e Luís Palma (2ºs classificados na edição de 2004), não conseguiram juntar mais nenhum exemplar aos capturados no 1º dia e ficaram na 52ª posição, com 2 exemplares e 1,340Kg.

As restantes equipas portuguesas, Pedro Félix e Paulo Ramos (campeões nacionais deste ano), Nuno Piteira e Luís Domingues e Jaime e João Sacadura, não conseguiram qualquer exemplar nos 3 dias de prova, juntando-se na classificação geral às 30 equipas que também não conseguiram qualquer captura, algumas muito conceituadas e normalmente bem classificadas em Caspe, como o francês Frank Rossman, os profissionais Mark Curry (vencedor em 2003 com Kevin Van Dam) ou o japonês Senji Kato (3º classificado na edição de 2003 e 7º na de 2004).

Muitas equipas de excelentes pescadores, capturaram apenas 1 exemplar no 1º dia, enquanto outras como os vencedores em 2001, David Espax e Dario Cami, capturaram 2 exemplares, apenas no último dia de prova.

Para a maioria das equipas, a edição deste ano trouxe jornadas de 10 horas diárias de autêntico suplício, onde tentaram por todos os meios, conseguir uma simples picada de um Achigã, tendo algumas conseguido esse objectivo uma única vez em 30 horas de pesca, enquanto que outras se tiveram que contentar com algumas Lúcio-Percas, Siluros ou Carpas, pelo que teriam chegado a duvidar da existência da espécie na barragem de Mequinenza a não ser pelas poucas capturas presentes à pesagem pelas restantes equipas.

A maioria das capturas (ao que nos foi possivel apurar) foi conseguida nas duas primeiras horas da manhã com amostras de superfície ou dispersas ao longo do dia, com jerkbaits e crankbaits. Para a maioria das equipas, a utilização de crankbaits ou amostras de fundo, era premiada com a captura de numerosas Lúcio-Percas, alguns Siluros e nalguns casos, como o nosso, até Carpas!!

Os 35 metros de nível abaixo da quota máxima e a anormalidade das temperaturas deste Outubro, podem explicar a pobreza do número de capturas deste ano, mas não parecem explicar tudo, nomeadamente a ausência gritante de exemplares de pequeno porte (nem vê-los em toda a barragem) e, este aparente declínio da população de achigãs de Mequinenza, pode ter muito a ver com as outras espécies existentes nesta barragem e o seu forte pendor predatório.

Esperamos sinceramente que tenha sido um ano excepcional, mas se jornadas como esta se repetirem, o futuro de Mequinenza, como destino para capturar achigãs está em perigo.

Podem consultar aqui a -  Classificação Geral Caspe Bass 2005

Uma nota final, para recomendar a todos os que visitem esta barragem para desinfectarem tudo o que entrou em contacto com a água desta barragem (de preferência com água quente - mínimo de 60ºC - utilizada na desinfecção das nossas embarcações) e que possa transportar larvas do mexilhão Zebra. Esta autêntica praga, já recobre todas as margens de Mequinenza e garanto-vos que não o queremos de maneira nenhuma nas nossas águas, pois cobrem todas as superfícies, entopem canos e condutas, cortam as linhas como facas afiadas e, como são filtradores, recolhem todo o potencial alimento dos alevins (o plâncton ) impedindo o seu desenvolvimento e consequentemente o dos que os utilizam como alimento.





O ano passado ainda não se via um único mexilhão (nivel de água superior alguns metros). Como se comprova pela primeira fotografia, bastou um ano para que o mexilhão se espalhasse com uma velocidade impressionante e a zona fotografada é das menos atingidas da barragem, porque está afastada do local da primeira contaminação. Nessa zona, já não se vêm pedras, apenas mexilhões, uns sobre os outros!!!

Todo o cuidado é pouco para impedir este autêntico desastre de atingir as àguas nacionais!!
 

Edições de anos anteriores - Caspe Bass 2004Caspe Bass 2003 Caspe Bass 2002

 

Mais informações na secção Competição.

Texto e Fotos: Jaime Sacadura

 
   

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